terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Quando eu crescer não quero ser arquitecta

Quando eu for o mínimo denominador comum de
Toda a humanidade as coisas vão ser assim: toda
A gente vai continuar a ser
Triste e contente e confusa e miserável e extraordinária e
Todas as outras coisas que as pessoas são,
E eu vou estar em cima de uma caixa de sabão a ser
Simples.

(Afinal,
Sou o mínimo denominador comum de toda a humanidade.)

A coisa mais pequena e a coisa mais simples,
E aquilo que liga toda a Humanidade em
Um só
Elemento:
Eu
Em cima de uma caixa de sabão.
Porque qualquer coisa tão importante como o
Mínimo Denominador Comum de Toda a Humanidade,
Não poderia levantar-se sobre outra coisa qualquer
Que não uma caixa de sabão.

(Afinal,
Ninguém sabe que alguma coisa é importante se não estiver
Sobre uma caixa de sabão – perguntem)

Portanto, quando eu crescer e em vez de ser
Arquitecta
Estiver em cima de uma caixa de sabão,
Não percam dois minutos a pensar.
Saibam
Que sou
Apenas Tudo o que Importa em Toda a Humanidade,
E que vocês, para além de serem também EU
E de terem em vocês o Mínimo Denominador Comum de Toda a Humanidade,
São também todas aquelas coisas que não importam e vos fazem
Chorar e Rir e Pensar.

(Afinal, Não vamos acreditar que choramos e rimos e pensamos
Sobre coisas tão importantes como o que há de mais
SIMPLES
Em toda a Humanidade)

Fiquem apenas contentes por me terem conhecido.




Para aquele que não é um I. e sabe que, quando tiver febre durante a vida toda, vou ser o mínimo denominador comum de toda a humanidade. Se isso não acontecer, ainda vamos dominar o mundo.

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