"Aí é que reside o perigo, pois que dois homens nunca se sentem tão sozinhos e tão abatidos como um só. E desse primeiro "nós" masce algo muito mais perigoso: "eu tenho algum pão" mais "eu não tenho nenhum." E o resultado desta soma é: "nós temos alguma coisa." Então a coisa toma um rumi; o movimento passa a ter um objectivo. Basta, nessa altura, uma pequena multiplicação e esse tractor, essas terras são nossas."
(...)
"Os estados ocidentais inquietam-se sob os efeitos da metamorfose incipiente. A necessidade é um estimulante da concepção; a concepção, o estímulo para a acção. Meio milhão de homens caminha pelas estradas; um milhão mais se prepara para as caminhas; dez milhões mais sentem as primeiras impaciências.
E os tractores abrem sulcos e sulcos nas terras abandonadas."
no dia depois destas eleições pareceu-me correcto lembrar-me de algum tipo de humanidade. as famílias que se entreajudam ao longo de todo o livro; o pregador que já não é pregador e morre por uma greve; a mãe que sustenta tudo e vê com clareza. livro para quem vai perdendo um bocadinho a fé na humanidade.