sábado, 29 de dezembro de 2007

Guerra e Paz outra vez x)

Лев Толстой

Война и мир

Том первый

Часть первая

I

— Eh bien, mon prince. Gênes et Lucques ne sont plus que des apanages, des поместья, de la famille Buonaparte. Non, je vous préviens que si vous ne me dites pas que nous avons la guerre, si vous vous permettez encore de pallier toutes les infamies, toutes les atrocités de cet Antichrist (ma parole, j'y crois) — je ne vous connais plus, vous n'êtes plus mon ami, vous n'êtes plus мой верный раб, comme vous dites 1. Ну, здравствуйте, здравствуйте. Je vois que je vous fais peur 2, садитесь и рассказывайте.
Так говорила в июле 1805 года известная Анна Павловна Шерер, фрейлина и приближенная императрицы Марии Феодоровны, встречая важного и чиновного князя Василия, первого приехавшего на ее вечер. Анна Павловна кашляла несколько дней, у нее был грипп, как она говорила (грипп был тогда новое слово, употреблявшееся только редкими). В записочках, разосланных утром с красным лакеем, было написано без различия во всех:
«Si vous n'avez rien de mieux à faire, Monsieur le comte (или mon prince), et si la perspective de passer la soirée chez une pauvre malade ne vous effraye pas trop, je serai charmée de vous voir chez moi entre 7 et 10 heures. Annette Scherer» 3.
— Dieu, quelle virulente sortie! 4 — отвечал, нисколько не смутясь такою встречей, вошедший князь, в придворном, шитом мундире, в чулках, башмаках и звездах, с светлым выражением плоского лица. Agora queria só aprender russo, para poder ler o livro todo na lingua original! x)

domingo, 23 de dezembro de 2007

Escrever depois dos Grandes é dificil (mas que louco foste tu, Pessoa?)
 
Há que passar pela vida inteiro
Ou não passar sequer!
Que seja uma vida breve
Antes que uma vida calma!
E quem procura a felicidade
Serena e os encantos pacíficos
De uma vida longa,
Que passe pela vida pequeno
E não seja notado,
E que a partir do momento em
Que morra,
Que seja enterrado e chorado e esquecido
Para Sempre!
Não haja lágrimas no meu funeral,
Mas chore o Mundo a minha falta!
Há que passar pela vida inteiro
Ou não passar sequer.
E para os que morrem
O desprezo!
Eva
Louco, sim, louco porque quis grandeza
Qual a Sorte não dá.
Não coube em minha certeza;
Por isso onde o areal está Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha Loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que besta sadia,
Cadáver adiado que procria?

(avé) Fernando Pessoa - Mensagem

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

 Arrebiques caneta
Escrevepoemas
(Como é poeta?)
E toda a gente gosta.

Precisamos de um poeta outra vez agora.
(E agora?)
Desperdiçamos tantos e deitamos tantos fora!
E pensar que foram tanto poetas
Para que não precisassemos deles mais,
E é destes tanto poetas
Tanto falhados,
Que precisamos mais!

Porque nós somos os moralismos,
E os simbolismos,
E os politicamente correctos e os incorrectos politicamente correctos,
E depois olhamos para aquilo em que acreditamos
E descobrimos que o pecado original foi termos comido
Uma maçã!

Pois eu quero o fruto
Da árvore do conhecimento!
Pois então eu quero ser mulher e quero que seja culpa minha
E pecado meu o primeiro!
Meu e da mulher
Que trocou o paraíso por todo o conhecimento
De todo o bem e todo o mal!

(quando é que percebemos que os que têm alguma coisa a dizer não perdem tempo em escritos?)

Ateia sou como o foi Eva!
Que não acredite em Deus, mais,
Eu não o aceito.
(Alguém tão diferente de mim é O Todo-Poderoso do Todo-Universo?)
Que se esta é a justiça e a razão dos Homens,
Homem não sou eu!
E Homens não são todos os que valeram a pena,
Ou então foram-no enganados.

Os Poetas haviam de viver no tempo em que os Homens escrevem poesia,
Mas esses já estão no Inferno, onde
Não ditam a razão, a justiça, nem os Homens!
(Que morram todos os primogénitos!)

Ganharam os Homens-Deuses-Animais-Poetas.
Eva

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Salvé! fornicadora do Mistério! Hei-de cantar-te, Milionária, que me deste a Loucura pra [ser a minha escrava índia ou Salomé se eu também quisesse. Ó erudita das paixões, Cicerone dos labirintos! Zomba tine e ralha A pandeireta choca, Zomba Zune e tine A pandeireta bamba Cacimba Na pandeireta lata Vogais da Clave embaciada e longa inda reais da fundação. Quando Ela morreu não tinha dito tudo - Nascem poetas prà Fantasia. Almada Negreiros - Mima-Fatáxa