quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Partido

O Partido
É como um furacão bravio
Em que vozes finas, murmurosas
Se tenham fundido.
Ao seu embate
Quebram-se as fortalezas
Do inimigo
Como do bombardeamento
Saltam os tímpanos dos ouvidos.
Desgraçado do homem
Que está só.
Passará o mal
Nenhuma batalha vencerá
Tudo o que possua uma força maior
Será seu senhor
Incluindo os débeis
Se forem dois.
Mas se num Partido
Se apinham os pequenos
Então «rende-te, inimigo
E fica aí, quieto!».
O Partido
É uma mão de um milhão de dedos
Apertados, com vigor
Em robusto punho demolidor.
Um homem só é um absurdo
Um homem só é como se fosse ninguém
Um homem só
Por mais importante que seja
Não levantará uma simples viga de madeira
E menos ainda um edifício de cinco pisos.
O Partido
São milhões de homens
Apertados, estreitamente,
Uns contra os outros.
Com o Partido
Obras levantaremos
Até ao céu
Ajudando-nos sempre
Elevando-nos mutuamente.
O Partido
É a espinha dorsal da classe operária
O Partido
É a imortalidade da nossa causa inteira.
O Partido
É o único que jamais atraiçoará.
Hoje sou dependente
Mas amanhã
Poderei apagar reinos do mapa.
O cérebro da classe
A acção da classe
A força da classe
A glória da classe
Eis o Partido!
O Partido e Lenine
São irmãos gémeos
Para a Mãe-História;
Quem nos é mais caro que eles?
Quando dizemos: Lenine
É como se disséssemos: o Partido
E quando dizemos: o Partido
É como se disséssemos: Lenine.
Vladimir Maiakovski

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