terça-feira, 26 de março de 2013

Nenhum Homem é Estrangeiro

Muitas vezes me pergunto como é que alguém que goste de ler pode ser qualquer coisa que não comunista.


"Não sei porquê, e embora várias bombas tivessem caído tão perto de nós que levámos autênticos duches de areia, tinha a certeza de que nenhuma delas trazia o meu nome. A euforia da travessia e o consequente contentamento dos simpatizantes dos lealistas em todo o mundo - além da República me ter autorizado a telegrafar o que quisesse - todas essas circunstâncias felizes me davam a certeza de sobreviver. Não era, pura e simplesmente, altura de morrer.
Mas, fosse aonde fosse que me dirigisse em Espanha, via a coragem e a morte de braço dadi. Homens conhecidos, falavam e brincavam connosco num dia, conversavam acerca de tudo e mais alguma coisa, e quando voltávamos a ouvir falar deles tinham morrido."

"""Sobe na vida!", exortam-nos os mais velhos, ao passo que o trabalhador aprendeu, ou está a aprrender, que não pode subir na vida a não ser que o seu companheiro de forja ou de linha de montagem suba simultaneamente com ele. As severas circunstâncias da sua vida permitem ao trabalhador compreender e respeitar a palavra "solidariedade", a mais sagrada de todas as palavras. A primeira pessoa do singular predomina com excessiva frequência na mente da classe média."

Joseph North

A História do século XX no livro que provavelmente me ensinou mais.

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