quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

 Arrebiques caneta
Escrevepoemas
(Como é poeta?)
E toda a gente gosta.

Precisamos de um poeta outra vez agora.
(E agora?)
Desperdiçamos tantos e deitamos tantos fora!
E pensar que foram tanto poetas
Para que não precisassemos deles mais,
E é destes tanto poetas
Tanto falhados,
Que precisamos mais!

Porque nós somos os moralismos,
E os simbolismos,
E os politicamente correctos e os incorrectos politicamente correctos,
E depois olhamos para aquilo em que acreditamos
E descobrimos que o pecado original foi termos comido
Uma maçã!

Pois eu quero o fruto
Da árvore do conhecimento!
Pois então eu quero ser mulher e quero que seja culpa minha
E pecado meu o primeiro!
Meu e da mulher
Que trocou o paraíso por todo o conhecimento
De todo o bem e todo o mal!

(quando é que percebemos que os que têm alguma coisa a dizer não perdem tempo em escritos?)

Ateia sou como o foi Eva!
Que não acredite em Deus, mais,
Eu não o aceito.
(Alguém tão diferente de mim é O Todo-Poderoso do Todo-Universo?)
Que se esta é a justiça e a razão dos Homens,
Homem não sou eu!
E Homens não são todos os que valeram a pena,
Ou então foram-no enganados.

Os Poetas haviam de viver no tempo em que os Homens escrevem poesia,
Mas esses já estão no Inferno, onde
Não ditam a razão, a justiça, nem os Homens!
(Que morram todos os primogénitos!)

Ganharam os Homens-Deuses-Animais-Poetas.
Eva

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